Melasma

O Melasma é um distúrbio de pigmentação da pele que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras, amarronzadas, devido a um excesso de deposição de melanina (substância que determina a cor da pele).

Ocorre mais comumente no rosto, em regiões como bochechas, buço, nariz e testa. As manchas podem aparecer também em outras áreas do corpo como braços, pescoço e colo, apesar de ser algo pouco comum.


O melasma afeta principalmente mulheres em idade fértil e com peles mais morenas, podendo ser vista também em homens. A condição é mais comum em pessoas que vivem em países de climas quentes, como o Brasil.

Não há uma causa definida, mas muitas vezes esta condição está relacionada à predisposição genética, ao uso de anticoncepcionais, à gravidez e, principalmente, à exposição solar. Os raios solares ultravioleta A e B, a luz visível e a radiação infravermelha (calor) estimulam a atividade do melanócito com maior produção de melanina na pele.


É uma disfunção crônica, ou seja, não tem cura, mas existem tratamentos capazes de controlá-lo, o que traz bem estar e confiança ao paciente, uma vez que as manchas afetam muito a autoestima das pessoas.

Sintomas

Manchas escuras ou acastanhadas começam a aparecer na face, principalmente nas maçãs do rosto, testa, nariz e buço. Pode ocorrer também o melasma extrafacial, com aparecimento das manchas escuras nos braços, pescoço e colo. As manchas têm formatos irregulares, sendo geralmente simétricas (iguais nos dois lados). Muitas vezes, as pessoas com melasma podem agravar a condição com um tratamento ou procedimento inadequado, ocorrendo piora importante das manchas.

Tratamentos

O dermatologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar esta condição. Os tratamentos variam, mas sempre compreendem orientações de proteção contra raios ultravioleta e à luz visível, que deve ser redobrada quando se inicia o tratamento.

As terapias disponíveis são o uso de medicamentos tópicos (hidratantes, clareadores, filtro solar e antioxidantes), medicamentos orais (antioxidantes) e procedimentos para o clareamento. Dentre os procedimentos mais realizados estão os peelings, microagulhamento, intradermoterapia, ou lasers.

É importante salientar, entretanto, que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte. O tratamento para controle do melasma não é algo simples e vai depender muito dos cuidados e disciplina do próprio paciente.

A seguir alguns dos tratamentos indicados:

Fotoproteção

O ponto de partida para que o tratamento tenha efeito é a proteção contra os raios solares. As pessoas acometidas por melasma devem aplicar um filtro solar físico e químico, com FPS alto e repor frequentemente (a cada 3 horas). Em especial, procurar por filtros que tenham proteções contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB) e que contenham cor para promover uma barreira física. O uso de chapéus, bonés e sombrinhas também são bem-vindos. É importante evitar exposição direta ao sol e não ficar muito tempo em altas temperaturas.

O conceito atual do tratamento de melasma considera que o uso de filtros ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com o conjunto de medidas descritas aqui.

Cremes clareadores

Para ajudar na remoção das manchas, os mais usados são à base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico e ácido azeláico. Os resultados demoram cerca de dois meses para começarem a aparecer. Não é um método que funciona com todos os pacientes. Mesmo com resultados rápidos, o tempo necessário para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições façam retornar o pigmento pode ser de muitos meses ou anos. Assim, o conceito principal é que pacientes com esta condição necessitam tratamento e fotoproteção constante.

Outros ativos muito utilizados para o tratamento do melasma são: arbutin, ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico e ácido dióico.

É importante ressaltar que o uso de produtos e procedimentos sem indicação médica podem agravar o quadro, pois alguns tem potencial irritante e inflamatório, o que estimula a produção de melanina e consequente piora das manchas.

PEELINGS

Pode clarear a pele de forma gradual e até mais rapidamente do que os cremes.

Existem diversos tipos de peelings, alguns mais superficiais (e mais seguros) e outros que atingem camadas mais profundas da pele. O dermatologista pode auxiliar na escolha do método mais adequado para cada caso.

Laser

Há algumas formas de energia luminosa que podem ajudar no conjunto de medidas para clarear o melasma. Esta modalidade de tratamento deve ser feita com cuidado para não gerar mais pigmentação, motivo pelo qual deve ser realizada por um profissional habituado às fontes de energia luminosa, o dermatologista.

Microagulhamento e MMP

MMP significa Microinfusão de Medicamentos na Pele. É um tipo de microagulhamento feito com um aparelho especial com microagulhas que injeta na pele, ativos (medicamentos e ativos clareadores) para o tratamento do melasma, entre muitos outros, inclusive para tratamento de queda capilar.

É muito importante que o tratamento seja realizado por um dermatologista devidamente habilitado. Converse com o seu médico sobre esse tratamento!

Intradermoterapia

A intradermoterapia consiste em injeções de ativos, como antioxidantes e o ácido tranexâmico, na derme (camada intermediária da pele) para inibir a produção da melanina. ⠀ ⠀

O ácido tranexâmico é um ativo hidrofílico (que tem afinidade química com a água) e inibidor da plasmina, que é usada como agente antifibrinolítico (inibidores da fibrinólise). Ou seja, a plasmina é uma das responsáveis pela formulação de uma resposta inflamatória na pele. Tal processo estimula a produção da melanina pelos melanócitos, o que resulta em manchas características do melasma. O ácido bloqueia parcialmente o fator que causa as manchas.

Esse método pode ser realizado em todos os tipos de pele, em sessões mensais. Como é minimamente invasivo, não exige período de recuperação e permite que os pacientes continuem as suas atividades diárias normalmente.

Vale ressaltar que o uso oral do ácido tranexâmico pode ser associado ao seu uso intradérmico, caso seja necessário. Existem contraindicações relativas e absolutas a seu uso, e somente um médico pode prescrevê-lo.

Prevenção

A maior prevenção para o melasma é a proteção solar. As medidas de proteção devem ser realizadas diariamente, mesmo que o dia esteja nublado ou chuvoso. A luz visível emitida por lâmpadas fluorescentes, telas de monitores e smartphones também influenciam diretamente no aparecimento ou piora do melasma. Os filtros solares comuns não protegem totalmente a pele com melasma, por isso, devem-se associar à fotoproteção filtros físicos, que protegem da luz visível. Os pigmentos criam uma barreira física que bloqueia parcialmente quase todos os tipos de radiação (ultravioleta, , luz visível), o que faz do filtro solar com cor um produto adequado e seguro.

Outra medida importante é a reaplicação do filtro solar, para manter a proteção adequada durante todo o dia. As pessoas com melasma devem também utilizar roupas, chapéus, bonés, óculos escuros, sombrinhas e guarda-sóis. Toda a medida que evite a exposição solar da região acometida deve ser estimulada.

➡ Tratamentos com ácidos não irritativos e antioxidantes tópicos.⠀

➡Microagulhamento com a técnica do drug delivery podem ser feitos, com cautela, e orientação do dermatologista.⠀

➡Intradermoterapia manual ou digital, com ácido tranexâmico e antioxidantes. O ácido tranexâmico pode ser ministrado via oral, caso não haja contraindicações.⠀